terça-feira, 18 de novembro de 2008

PORTUGAL

Tal como todos os jovens portugueses olho com receio para o presente e especialmente para o futuro do nosso Portugal. Estudamos durante anos o nosso maravilhoso e poderoso passado. No entanto, hoje, perguntamo-nos se teremos futuro. A esperança, que outrora nos encheu, hoje parece ter-nos abandonado. Não basta culpar o Eng. Sócrates por isto. É verdade que o problema já vinha do passado. Mas também não é menos verdade que, por mais que ele se esforce no seu teatro diário, nada está a melhorar, muito pelo contrário, está tudo a piorar. Será que há luz ao fundo do túnel? Se ela existe não me parece que seja o nosso Eng. a encontra-la.
Vou fazer uma análise muito sumária do estado em que vejo o nosso Portugal.
Não falando para já na crise que hoje em dia abre todos os jornais nacionais, vou começar pela educação. Mas vou aborda-la de uma maneira muito mais profunda do que nos últimos dias temos visto. O problema, na minha opinião, não é se os professores são ou não avaliados ou se os alunos podem ou não justificar faltas, isso são problemas superficiais. No meu ponto de vista o problema é: QUAL A IMPORTANCIA QUE PORTUGAL DÁ À EDUCAÇÃO? Saiu ainda nem há um mês o novo orçamento de estado e parece-me que continuamos a esquecer a educação. Continuo a ver cada vez mais licenciados desempregados. Continuo a ver cada vez mais licenciados a trabalhar em áreas completamente distintas daquelas em que são especialistas. Continuo a ver a idade da reforma a aumentar. Será que é preferível ver uma pessoa aos 70 anos em frente a um computador? Não será preferível dar o descanso merecido a essa pessoa, e colocar no seu lugar um novo licenciado, com ideias novas, com ambição, com vontade e capacidade para desenvolver? Não será preferível investir em universidades e em escolas em vez de continuarmos a investir em tgv’s ou aeroportos?
Passo a minha análise para a Economia, sem me esquecer onde ia na educação. Será que não está na altura de percebermos que estamos a seguir o caminho económico errado? Será que já não é tempo de perceber que continuamos a crescer menos que todos os nossos compatriotas Europeus? Felizmente já tive oportunidade de visitar praticamente toda a Europa e posso-vos garantir que Portugal tem seguramente das melhores estradas e infra-estruturas que existem na Europa e no Mundo. Será que já não será hora de parar com o investimento nessa área? Cada vez mais desaparece a classe média portuguesa. Cada vez mais, existem ricos e pobres. Será que não será altura, de como disse no ponto anterior, de apostar e desenvolver a educação, aumentar significativamente os salários portugueses(para assim ganharmos porder de compra)?Não será altura de diminuir o investimento público e os impostos (para dessa forma produzirmos mais, sermos mais competitivos e assim exportar-mos mais do que importamos)? Será que não está na hora de darmos força à nossa classe média (para dessa forma criarmos emprego)? Será que não está na hora de formarmos mais pessoas e aproveitar-mos posteriormente as suas valências (para dessa maneira desenvolvermos Portugal?) ?
Passo agora para a minha análise política, mais uma vez uma análise profunda e não superficial. Se a nossa constituição nos diz que podemos ter um mínimo de 180 deputados, porque continuamos com duzentos e tal em vez desses 180? Hoje os políticos são extremamente mal pagos e talvez por isso a nossa classe política esteja tão desprestigiada. Não seria preferível diminuir o número de deputados e o número de cargos políticos em Portugal? Não seria preferível pagar melhor a menos pessoas para assim termos os melhores nos cargos de maior importância? Porque motivo há-de uma pessoa, que seja considerada a melhor na sua área, ir por exemplo chefiar um ministério? Essa pessoa irá ver a sua imagem ser denegrida, irá ficar sem tempo para os seus e ao fim do mês irá receber muito menos do que recebe na área privada. Talvez seja este o motivo porque alguns dos melhores estejam fora da política. Talvez seja este o motivo porque alguns dos piores estejam na política. E talvez seja este o motivo porque aquele pequeno grupo de boas pessoas na política esteja a desaparecer. Hoje surgem Sócrates, outrora surgiram Sá Carneiros. Continuaremos a piorar senão mudarmos.
Passo agora para o nosso primeiro-ministro, aquele que (tenho de admitir) é o mestre da propaganda. Aquele que diz que vivemos no melhor país do mundo. Aquele que tem por hábito não falar a verdade. Aquele que ainda hoje não sabemos se tirou ou não um curso. Para o Eng. Sócrates, tudo parece estar bem. Parece que crescemos mais que os outros, que a nossa taxa de desemprego está a descer, que a nossa segurança está melhor que nunca, que os Portugueses só têm motivos para sorrir. Lamento dizer mas não posso concordar com esta visão do Sr. Engenheiro. Informo-o, para pena minha, que o desemprego continua a subir, que crescemos menos do que os outros, que hoje somos inseguros e infelizes. Que vivemos sem esperança, que não sabemos bem para que andamos a tirar um curso. Que pensamos se temos futuro. Que pensamos que nada de bom nos espera. Informo-o que está enganado, que infelizmente não engana toda a gente. Informo-o que existem aqueles que conscientemente sabem que o Sr. É o pior primeiro-ministro que alguma vez tivemos. Tal como o Sr. Também deve saber que o é. Termino por aqui, com uma análise longa mas sucinta, com propostas que penso merecerem a vossa reflexão. Pegando no famoso Barack Obama, digo: “YES WE CAN” e melhoro ainda a sua afirmação, eu digo: SIM, NÓS PODEMOS MUDAR.

2 comentários:

Carlos Pereira disse...

Parabéns pelo post, “tocaste nalgumas feridas, profundas e de cura difícil, do governo”….
Uma das "coisas" que mais me preocupa em todo este Governo é a sua postura autoritária, arrogante e até pouco democrática na liderança de processos tão importantes para o desenvolvimento do Pais, isto é o sinónimo da maioria absoluta… a alteração destes comportamentos e atitudes depende de cada um de nós em particular e de todos os portugueses em geral.
Desejo os maiores sucessos para o blog e que todos os intervenientes utilizem este “espaço de discussão” de uma forma salutar e saudável, não se refugiem no anonimato única e exclusivamente para criticar e mal dizer….
cumprimentos
Carlos Pereira

Anónimo disse...

A mim o que me preocupa é que a alternativa consegue ser pior. A Ferreira Leite calada ainda podia cativar alguém mas quando fala é um desastre.